Thursday, November 06, 2008

city girl

Uma amiga minha disse me recentemente que nao conseguia perceber como é que uma rapariga da cidade como eu se enfiava num buracos destes ... (nota bene ha buracos bem piores)



E de facto há dias como hoje em que eu própria nao entendo...mas aqui vai uma parte da resposta...



Está calor, um calor abrasador. Sonho todas as noites com uma brisa de ar frio, tipo brisa genebrina...Os mosquitos nao me largam apesar das toneladas de anti mosquito que verto em cima do meu corpo diaramente, me intoxicam e que acabam por me tornar fluorescente de tanto brilho que aquela porra dá...

Chego a casa, suada, cansada e nao há agua. Nem uma pinga. Podia ir ao poço buscar, mas por uma razao obscura e apesar de imitar todos os gestos do meu vizinho timorense, o meu balde vem sempre só um terço cheio....(o que provoca o riso incontrolável da vizinhança) o esforço nao compensa...

Estou colada ao sofá e se me mexo mais evaporo... começo a pensar que talvez se fosse magra nao sentia tanto o calor...aí inicio um plano mental de dieta infalível para o dia a seguir, mas sou detida pelo zumbido de um mosquito invisivel. Pego na minha raquete electrica mágica que mata mosquitos. BRZRRRZZZZZZzzz... e o mosquito já era. A minha raquete assassina procura me uma felicidade indescritivel...



Suponho que esse e um elemento de resposta a tua pergunta minha querida. Aqui, as coisas sao mais simples, nao fico triste por nao entrar num par de calcas 38, mas por nao ter agua em casa e nao conseguir matar a p...do mosquito que me anda a sugar o resto das energias. Quando regresso a casa espero ter agua e electricidade. Coisas simples. Quando como num restaurante mexeruca rezo interiormente que nao haja nenhuma bácteria mortífera que me cole à cama no dia a seguir...a felicidade torna-se muito mais simples de alcançar ...e penso que estas dificulades me tornam mais paciente e melhor pessoa...

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